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Dilma Rousseff assina documento com líderes evangélicos se comprometendo a, sendo eleita, ser contra o aborto e o casamento gay


Em meio à polêmica sobre o aborto, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, garantiu a líderes evangélicos nesta quarta-feira que, se eleita, não enviará ao Congresso projeto prevendo a legalização da interrupção da gravidez.

Ela se comprometeu ainda, segundo as autoridades religiosas, que não vai propor a regulamentação para o casamento entre homossexuais.

De acordo com os presentes, Dilma, que não concedeu entrevista, vai divulgar um documento até sábado se comprometendo com essas questões. Outra carta, a ser redigida pelos líderes religiosos, deverá expressar apoio à petista.

“Nós tratamos, todos nós líderes evangélicos, de desmistificar todos esses boatos que hoje estão penetrando as igrejas e enganando pessoas crédulas e bem intencionadas”, disse o senador reeleito Marcelo Crivela (PRB-RJ) a jornalistas após o encontro realizado em um hotel de Brasília.

O senador afirmou também que alguns líderes evangélicos irão gravar testemunhos para o programa eleitoral da candidata.

Dilma tem afirmado ser vítima de uma “rede de boatos e intrigas” com o intuito de prejudicar sua campanha, envolvendo principalmente questões relacionadas a aborto, que batem de frente com dogmas de evangélicos e católicos. Ela acusa o adversário José Serra (PSDB) pela divulgação do que chama de boatos.

A candidata admitiu em entrevista no ano passado ser favorável à descriminalização do aborto, atualmente permitido em casos de estupro e de risco à vida da mãe, e depois voltou atrás.

Crivella declarou também que haverá uma estratégia junto ao eleitorado religioso para reafirmar a posição contrária de Dilma em outros temas polêmicos, como a discriminalização de drogas e a prostituição.

Segundo Crivella, na eventualidade de o Congresso tomar alguma iniciativa em alguns destes temas polêmicos, Dilma, como presidente, vetaria.

A reunião também teve participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, como Dilma, não conversou com jornalistas. No encontro, ele foi elogiado por líderes evangélicos pelo aumento da liberdade religiosa nos últimos anos.

Para o bispo Manoel Ferreira, deputado federal (PR-RJ) e presidente da Assembleia de Deus da Madureira, não se trata de uma eleição da igreja.

“Nós não estamos aqui elegendo o sacerdote nem um pastor para assumir uma das nossas catedrais ou uma de nossas igrejas. Nós estamos elegendo o presidente da República que assume o compromisso de manter os programas sociais, de respeito aos segmentos (religiosos) e também a liberdade de culto”, disse.
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