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Vida Abundante


Vivifica-me segundo tua palavra (Sl 119.25,26). Vida abundante é a cura para todas as nossas doenças. Somente o Senhor pode concedê-la. Ele pode concedê-la, e concedê-la imediatamente, e fazê-lo segundo sua palavra, sem afastar-se do curso usual de sua graça, como vemos indicado nas Escrituras. É bom saber pelo que orar -Davi busca vivificação - ele poderia ter orado por conforto ou ascensão. Ele, porém, sabia que essas coisas viriam da vida enriquecida, e por isso buscou aquela bênção que é a raiz do descanso. Quando uma pessoa se vê com espírito oprimido, fraca e arrojada ao chão, a principal coisa a fazer é aumentar sua energia e imbuir-se de mais vida; então seu espírito revive e seu corpo se põe ereto. Na vivificação da vida o homem, em sua totalidade, é renovado. Sacudir o pó é por si só uma coisa insignificante; mas, quando ela segue a vivificação, é uma bênção do maior valor; assim como as nobres atitudes, que fluem de uma boa saúde, também se dá entre as mais seletas de nossas mercês. A frase, "segundo tua palavra", significa segundo teu método revelado de vivificar teus santos. A Palavra de Deus nos mostra que aquele que primeiro nos criou também nos guardará vivos; e nos informa que o Espírito de Deus, através de suas ordenanças, derrama nova vida em nossas almas. Roguemos ao Senhor que aja em nós através de seu método regular de conceder sua graça. E provável que Davi recordasse da Palavra do Senhor como está em Deuteronômio 32.39, onde a Jeová compete tanto matar quanto fazer viver, e ele roga ao Senhor que exerça aquele poder vivificante em favor de seu servo já quase a expirar. Com certeza o homem de Deus não contasse com tantas e ricas promessas sobre as quais descansar como hoje temos; mas uma única palavra lhe era suficiente, e ele solicitamente opta por argumentar "segundo tua palavra". E algo comprovado ver um crente no pó e, contudo, reivindicar a promessa, pessoa essa que clama já na entrada da sepultura: "vivifica-me", esperando que assim se fará.


"Para que eu viva"; "Vivifica-me". Enquanto se vê numa situação ditosa, ele ora para ser tratado com liberalidade; e quando se vê numa condição de desamparo, ele ora por vivificação. Ávida, em ambos os casos, é o objeto de busca — para que possa ter vida, e vida com abundância. Isso realmente eqüivale a sabedoria. Os tolos anseiam por alimen¬to, e contudo perdem a vida; os sábios, porém, sabem que a vida é mais que o alimento. Nutrir ansiedade por riquezas, e negligenciar a alma, é o pecado corriqueiro dos incrédulos; e buscar as verdadeiras riquezas visando ao aumento de vida é a prudente trajetória dos cristãos verdadeiros. Vida, eterna vida, é o tesouro genuíno. Nosso Senhor veio não só para que tivéssemos vida, mas também para que a tivéssemos com muita abundância. Senhor, derramaste tua abundante vida em nós, para que fôssemos vivificados e para alcançarmos a plenitude de nossa humanidade e sermos cheios de toda a plenitude de Deus.


Eu te declarei meus caminhos. A confissão pública é algo muito saudável para a alma. Nada traz mais tranqüilidade e mais vida a uma pessoa do que o reconhecimento franco do mal que causou tristeza e letargia. Tal declaração [ou exposição] prova que o homem conheceu sua própria condição, e não é mais cego pela soberba. Nossas confissões não pretendem fazer Deus conhecer nossos pecados, mas fazer-nos conhecê-los. E tu me ouviste. Sua confissão fora aceita; não foi perda de tempo; através dela, Deus aproximou-se dele. Não devemos jamais exercer um dever sem antes sermos aceitos para tal função. O perdão acompanha uma confissão penitente, e Davi sentia que o obtivera. E próprio de Deus perdoar nosso caminho pecaminoso quando sinceramente confessamos o erro.


Ensina-me teus estatutos. Uma vez sentindo profundamente seu erro, e uma vez havendo obtido o pleno perdão, Davi se empenha a evitar cometer nova ofensa, e por isso ele roga que a obediência lhe seja ensinada. Ele não se dispunha a pecar motivado pela ignorância; deseja conhecer a mente de Deus através da instrução ministrada pelo melhor dos mestres. Ele se fatigava em busca da santidade. As pessoas justificadas estão sempre ansiosas por mais santificação. Quando Deus perdoa nossos pecados, todos nos sentimos temerosos de pecar novamente. A mercê que perdoa a transgressão nos faz ansiosos pela graça que previne a transgressão. Podemos ousadamente pedir mais, depois de Deus já nos haver dado muito; aquele que já lavou a mancha de outrora não recusará aquilo que nos preservará da contaminação presente e futura. Esse clamor por instrução é freqüente no Salmo; no versículo 12, ele procedeu de uma visão de Deus; aqui, ele procedeu de uma visão de si mesmo. Cada experiência deve levar-nos a pleitear assim junto a Deus
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