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Colunista da Folha diz que São Paulo é mais gay do que evangélica


Em seu comentário na Folha.com, Gilberto Dimenstein, afirma que na “parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições”.

Confira o comentário abaixo:

“Como considero a diversidade o ponto mais interessante da cidade de São Paulo, gosto da ideia de termos, tão próximas, as paradas gay e evangélica tomando as ruas pacificamente. Tão próximas no tempo e no espaço, elas têm diferenças brutais.

Os gays não querem tirar o direito dos evangélicos (nem de ninguém) de serem respeitados. Já a parada evangélica não respeita os direitos dos gays (o que, vamos reconhecer, é um direito deles). Ou seja, quer uma sociedade com menos direitos e menos diversidade.

Os gays usam a alegria para falar e se manifestar. A parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade. Nesse ano, um do seus focos foi o STF.

Por trás da parada gay, não há esquemas políticos nem partidários. Na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, basta ver o número de políticos no desfile em posição de liderança. Isso para não falar de muitos personagens que, se não têm contas a acertas com Deus, certamente têm com a Justiça dos mortais, acusados de fraudes financeiras.

Nada contra –muito pelo contrário– o direito dos evangélicos terem seu direito de se manifestarem. Mas prefiro a alegria dos gays que querem que todos sejam alegres. Inclusive os evangélicos.

Civilidade é a diversidade. São Paulo, portanto, é mais gay do que evangélica.”

Gilberto Dimenstein, 53 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha.com às segundas-feiras.



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Um comentário

  1. Concordo com a matéria de Gilberto Dimenstein. Não apenas em São Paulo, mas em qualquer cidade brasileira. Em minha cidade os eventos religiosos estão sempre associados a política. O movimento gay só busca pelos direitos da população GLBT, o movimento evangélico busca pela privação dos direitos de outras pessoas, ofensas a diversas instituições (principalmente católicas e espiritas)e promoção política de seus integrantes para disseminação de seus valores e princípios pré-concebidos.

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