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APARÊNCIAS


Se achava o perfeito. Nada estava errado. Tudo estava na linha. Tudo mesmo ! Achava
que todos à sua volta eram errados; só ele era perfeito; até ganhar de presente um
espelho (parafraseando Daniela Araújo).


Outro dia. Olhou para aquela pessoa que se desenhava no espelho e, de primeira,
enxergou uma pessoa aparentemente bonita (por fora).


Passaram-se os dias. Mesma rotina. Perfeito ele, errado os outros. Defeito nos outros,
perfeição nele.


Na igreja: roupa correta a dele, roupa errada a dos outros (qual a correta mesmo?).
Louvor ao Senhor: somente o dele tinha o verdadeiro temor. Ajudar ao próximo (o
verdadeiro ide de Jesus): somente ele era quem praticava (preciso levar alimentos no
culto de ceia. Todos precisam ver que contribuo). Os outros só pensavam em si mesmo.
Mas, ele fazia isso tudo para quem?


Um dia estava sentindo um vazio. Foi se arrumar para ir ao culto. Pegou o espelho que
ganhara de presente (ah, o presente tinha sido deixado por alguém na porta de sua casa.
Ele não sabia quem te dera) e começou a pentear o cabelo. Olhou bem para a pessoa que
estava desenhada naquele espelho. Assustou-se. Virou o rosto de lado e olhou
novamente. Outro susto, e dessa vez maior.


Viu que o rosto que se desenhara naquele espelho estava desconfigurado (feio; horrível)
Percebeu que era seu próprio rosto. Só que estava sem a máscara. A máscara perfeita
que ele próprio havia criado.


E agora? E o culto?


Pegou a sacola com dois quilos de feijão da melhor qualidade. Levou o playback para
cantar (louvar é outra coisa). Calçou seu sapato de couro legítimo. Ajeitou a gravata
azul turquesa. Foi para o culto.


Todos olhavam seu rosto. Não a fisionomia, mas o caráter. Estava estranho. Colocou o
mantimento na caixa. Sentou-se (nesse dia não se ajoelhou para orar com fervor; parecia
fervor mesmo nos dias anteriores). Esquecera a bíblia sem capa em casa. Nesse dia não
recebeu oportunidade. Tomou a ceia. Não adorou como nas outras vezes.


Terminou o culto. Ninguém o cumprimentou.


A máscara havia caído.


Chegou em casa e deitou. Chorou. Pensou:
Quem é você quando ninguém vê? Quem é você quando volta para casa e ninguém mais
está por perto para impressionar? Quem é você depois das luzes, do discurso e das
máscaras? ... Respondeu em seguida: Deus e o travesseiro sabem quem sou eu.
(parafraseando Luiz Arcanjo).


Amanheceu. Ajoelhou-se. Orou e disse: “Sou alguém a quem Deus ama. Sou filho que
finalmente aprende a aceitar o imerecido amor do pai” (Parafraseando PC Baruk).
“Quando eu esperei em alguém perfeito, eu vi o SEU reflexo em mim, sem defeito.
Agora usa-me, vivifica-me ! Vem terminar a TUA boa obra em mim. Eu me entrego.

(Daniela Araújo).


Voltou a ser o homem sem aparências. Até então ...
O espelho era comum.


POR: Isaías Gonçalves
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