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Preferiu o prato de comida a um projeto de vida

Esaú era o filho primogênito do patriarca Isaque, filho de Abraão, o qual recebera de Deus a promessa de se tornar uma grande nação.

Portanto Esaú era alguém de quem se esperava ser uma peça importante, através do qual a promessa divina se cumpriria. Porém algo mudou o quadro.

Em um determinado dia em que vinha do campo cansado e com fome, por sinal uma reação muito comum para quem vem do trabalho, Esaú desejou algo que realmente precisava e que, se esperasse alguns minutos o obteria dentro de sua casa, mas que por não controlar a concupiscência da carne, colocou a perder algo mais precioso.

O que Esaú tinha era uma fome diária com horário marcado, algo que era resolvido mais cedo ou mais tarde, a cada dia, porém ele permitiu que o seu desejo por alimento lhe dominasse tão fortemente, a ponto de não saber esperar e assim se desfez de algo que só Deus dá, neste caso a primogenitura, por aquilo que qualquer pessoa pode oferecer, um prato de comida. Ele negociou com Jacó, seu irmão, o privilégio se ser o primeiro filho nascido e mesmo tendo lamentado em prantos, perdeu a ministração da benção patriarcal.

O escritor Aos Hebreus diz que devemos atentar diligentemente e que não... “haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado.” Hb 12: 16. Esaú perdeu toda a herança para seu irmão mais novo, Jacó, por querer satisfazer a um prazer da carne.

Ele vendeu seus privilégios por um simples prato de lentilhas (Gn. 25.27-34). No original, a palavra “vendeu” encontrada em Hebreus 12.16 é αποδιδωμι - apodidomi e significa entregar, abrir mão de algo que pertence em benefício próprio, vender, isso implica que o objeto vendido pertencia somente a Esaú, e que ele estava perfeitamente cônscio de suas ações quando vendeu o direito de primogenitura a Jacó.

Se um líder cristão insiste em não dar valor àquilo que é de fato importante, está dando prova de que se desqualificou para desempenhar as tarefas a ele entregues. E poderá ter como consequências, perdas previstas por Jesus quando endereça a carta ao enviado a igreja de Éfeso, o qual deixou o seu primeiro amor e Jesus avisa-lhe de que se ele insistisse no erro, Ele viria e moveria do seu lugar o seu candelabro.

Quando se perde o prazer na missão é porque ela não tem mais valor, neste caso o líder pode até querer permanecer na posição, mas perde a autoridade necessária para se manter nela.

Por: Jayro Kallio
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