O que a Bíblia diz sobre a guerra?

27 fevereiro 20110 comentários


 Muitas pessoas cometem o erro de dizer que o mandamento da Bíblia, “Não matarás”, aplica-se à guerra. No entanto, a Bíblia na verdade diz que não devemos assassinar. A palavra hebraica significa literalmente “o assassinato intencional, premeditado de outra pessoa com malícia”. Deus freqüentemente ordenou que os israelitas fossem à guerra contra outras nações (1 Samuel 15:3; Josué 4:13). Deus ordenou a pena de morte para diversos crimes (Êxodo 21:12; 21:15; 22:19; Levítico 20:11). Então, Deus não é contra o matar em qualquer circunstância, mas sim contra o assassinato premeditado. A guerra nunca é uma boa coisa, mas às vezes é necessária. Em um mundo cheio de pessoas pecadoras (Romanos 3:10-18), a guerra é inevitável. Às vezes a única forma de evitar que pecadores causem dano ainda maior é através da guerra contra elas.


A guerra é uma coisa terrível! A guerra é sempre resultado do pecado (Romanos 3:10-18). No Antigo Testamento, Deus ordenou os israelitas: “Vinga os filhos de Israel dos midianitas” (Números 31:2). Veja também Deuteronômio 20:16-17: “Porém, das cidades destas nações que o SENHOR, teu Deus, te dá em herança, não deixarás com vida tudo o que tem fôlego. Antes, como te ordenou o SENHOR, teu Deus, destruí-las-ás totalmente: os heteus, os amorreus, os cananeus, os perizeus, os heveus e os jebuseus”. Êxodo 17:16 proclama: “haverá guerra do SENHOR contra Amaleque de geração em geração”. Também, 1 Samuel 15:18: “Vai, e destrói totalmente estes pecadores, os amalequitas, e peleja contra eles, até exterminá-los”. Então, obviamente Deus não é contra todas as guerras. Jesus está sempre em perfeito acordo com o Pai (João 10:30), portanto nós não podemos argumentar que a guerra só era vontade de Deus no Antigo Testamento. Deus não muda (Malaquias 3:6; Tiago 1:17).

A Segunda Vinda de Jesus é também muito violenta. Apocalipse 19:11-21 diz: “Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando a todas as aves que voam pelo meio do céu: Vinde, reuni-vos para a grande ceia de Deus, para que comais carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres, quer escravos, tanto pequenos como grandes. E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o seu exército. Mas a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta que, com os sinais e feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre. Os restantes foram mortos com a espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo. E todas as aves se fartaram das suas carnes.”

É um erro dizer que Deus nunca apóia uma guerra. Jesus não veio para acabar com as guerras. Em um mundo de pessoas más, às vezes a guerra é necessária para evitar um mal ainda maior. Se Hitler não tivesse sido derrotado na Segunda Guerra Mundial, quantos milhões de judeus a mais ele teria matado? Se a Guerra Civil Americana não tivesse ocorrido, por quanto tempo mais os afro-americanos teriam que sofrer como escravos? Devemos sempre nos lembrar de basear nossas crenças na Bíblia, não nas emoções (2 Timóteo 3:16-17).


Eclesiastes 3:8 declara: “há... tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz”. Em um mundo cheio de pecado, ódio e maldade (Romanos 3:10-18), a guerra é inevitável. Algumas guerras são mais “justas” que outras, mas todas as guerras são no fim das contas resultado do pecado. Os cristãos não devem desejar a guerra, mas os cristãos também não devem se opor ao governo ao qual Deus dê autoridade (Romanos 13:1-4; 1 Pedro 2:17). A coisa mais importante que nós podemos fazer em tempos de guerra é orar pedindo sabedoria para os nossos líderes, orar pela segurança do nosso exército, orar pela resolução rápida do conflito e orar por um número pequeno de baixas – em ambos os lados do conflito (Filipenses 4:6-7).


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