EUA investigaram a presidente eleita Dilma

11 dezembro 20100 comentários


Novos documentos secretos revelados pelo site WikiLeaks mostram que, já em 2005, quando Dilma Rousseff era apenas ministra do governo de Lula da Silva, os EUA já estavam preocupados com o passado guerrilheiro da agora presidente eleita e investigaram mesmo a sua alegada participação em assaltos, nomeadamente a bancos. A informação foi obtida através da revelação de telegramas secretos enviados a Washington pelo então embaixador no Brasil, John Danilovich.
Nas missivas, Danilovich acusa Dilma de ter organizado pelo menos três assaltos a bancos, no final dos anos 60, e de ter planeado um roubo histórico ao cofre do então governador do estado de São Paulo, Adhemar de Barros. Este último assalto, que rendeu, segundo o telegrama do diplomata, 2,5 milhões de dólares, uma enorme fortuna naquela época, foi atribuído à Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR Palmares), grupo de guerrilha chefiado precisamente por Dilma, que, recorde-se, foi condenada e cumpriu três anos de prisão.
Pouco depois da divulgação dos telegramas, a assessoria da presidente eleita respondeu às perguntas dos jornalistas com um breve comunicado em que informa que Dilma Rousseff reagiu "com tranquilidade" às notícias e não teceu qualquer comentário sobre elas.
Thomas Shannon, actual embaixador dos EUA no Brasil, apressou-se a negar que Washington tenha investigado Dilma, assegurou que o seu país não possui qualquer informação que ligue a presidente eleita aos actos mencionados e reafirma que a relação dos Estados Unidos com a futura presidente do Brasil, que começou em 1992, é forte, de longo prazo e saiu até fortalecida deste episódio.

LUÍSA DIOGO LIDEROU SUBORNOS
Luísa Dias Diogo, ex-primeira--ministra de Moçambique, é referida nos telegramas da embaixada dos EUA em Maputo divulgados pelo WikiLeaks como um dos "actores-chave" na aceitação de subornos para a Frelimo. A ex-chefe do governo "estava altamente envolvida", refere fonte não identificada citada num telegrama confidencial do encarregado de negócios da embaixada norte-americana na capital moçambicana, Todd Chapman.
Também o presidente Armando Guebuza e o seu antecessor, Joaquim Chissano, são mencionados pelo WikiLeaks, acusados de cumplicidade com o narcotráfico. A Renamo e o MDM, principais partidos da oposição, mostraram-se "preocupados e chocados" com o envolvimento de Guebuza e Chissano.
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